Mobilidade Urbana Ônibus

DF: Moradores do Gama reclamam da falta de paradas de ônibus

Foto: Higor Viana/Bsb Mobi

Sem abrigos, passageiros aguardam coletivos sob sol e chuva.


Passageiros que utilizam o transporte público no Gama aguardam pelo ônibus sem nenhuma proteção. Essa situação acontece ao longo de toda a avenida JK, que divide os setores Oeste e Central. São cerca de 1,8 km de extensão, na via que liga a avenida dos Pioneiros até o balão da Feira Permanente.

Os abrigos existiam antes do início da duplicação da via, em 2013. Após a conclusão da obra, as construções nunca foram recolocadas. Os pontos são indicados por placas. Também existem baias, que são reservadas para a parada do coletivo. Contudo, os passageiros não tem onde se abrigar.

É o caso do brigadista Manoel Fernandes, que aguarda a condução contando com a sorte do clima. “Próximo daqui, não tem nenhuma proteção contra sol ou chuva. Então, quem não se previne, acaba se molhando”, diz Manoel. Não existe sequer comércio ou algo que sirva de abrigo no sentido Feira Permanente.

A aposentada Eni Mendes já aguardava, de pé, há um tempo pelo ônibus em direção ao Setor Sul. Neste ponto, a situação é amenizada por uma árvore. “A planta ajuda no tempo de sol, porque ele tá pra lá, mas não tem como fugir da chuva”, afirmou.

Ao todo, existem 170 abrigos no Gama. Um deles está no Setor Sul, próximo ao Senai. Todavia, uma forte chuva danificou essa parada, causando uma rachadura. Para evitar a queda, uma barra de ferro foi colocada na extremidade da construção. Mas a intervenção não garante a segurança dos passageiros.

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Parada em frente ao Senai está escorada por uma barra de ferro. Construção foi danificada após um forte temporal. Foto: Higor Viana/Bsb Mobi

Jhully Gonçalves, moradora da quadra 8, não se arrisca em ficar embaixo da parada. “Agora até que tá ‘boa’, por causa da escora. Antes, essa parte estava solta, quase caindo mesmo”, descreve. A estudante aguarda fora do abrigo, mesmo sob chuva. “É melhor ficar molhada e viva”, comenta.

De acordo com a administração regional do Gama, um ofício foi enviado ao DF-Trans indicando em quais locais existe a necessidade de colocação de pontos. O DF-Trans afirma que contratou, através de licitação, uma empresa para construir 500 abrigos em todo o DF. Na etapa atual, as regiões de Brazlândia e Ceilândia são contempladas. O Gama está incluído no cronograma de obras.

Redação

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