Infraestrutura

DF: Ônibus e caminhões estão impedidos de transitar durante reforma da Rodoviária do Plano Piloto

Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

Obras devem iniciar em 15 dias e durar até três meses


Desde a noite desta terça-feira (26/06/19), o trânsito de ônibus e caminhões está proibido sobre a plataforma superior da Rodoviária do Plano Piloto. A medida de segurança tomada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) será adotada durante as obras de recuperação das vigas de sustentação do terminal.

Já o tráfego de carros e motocicletas será permitido apenas na pista que liga o Eixo L Sul ao Eixo L Norte. Por ali, condutores que se deslocam da Asa Sul para a Asa Norte poderão seguir na mesma via, porém com apenas duas faixas de acesso liberadas. Já a terceira faixa será revertida para atender o fluxo dos motoristas que seguem em sentido contrário, da Asa Norte para a Asa Sul.

Com previsão de duração das obras para três meses – e início previsto em até 15 dias –, nenhum veículo poderá atravessar a via que liga o shopping Conjunto Nacional ao Conic, no sentido Norte-Sul. Por ali o trânsito será totalmente interrompido e só será permitida a passagem de pedestres e ciclistas. Os estacionamentos da parte superior da rodoviária também serão temporariamente interditados.

A ação foi determinada pelo governador Ibaneis Rocha depois que vistorias da Novacap detectaram dilatação nas fissuras da estrutura que dá sustentação ao piso superior da rodoviária. A intenção do GDF era abrir um processo de licitação normal para que obras de recuperação do terminal fossem executadas ao longo do ano, porém um aumento de 0,4 centímetro para 1,5 centímetro na fissura da estrutura – em apenas três meses – fez com que Ibaneis determinasse a interdição imediata do trânsito no local.

“Sei do transtorno que uma medida emergencial como essa causará à vida da nossa população, mas precisamos em primeiro lugar pensar na segurança e na vida das pessoas que passam por ali todos os dias”, avisou o governador, durante entrevista coletiva na noite desta quarta-feira. Ibaneis informou que a deterioração da estrutura não compromete o funcionamento do metrô, que passa pelo subterrâneo do terminal rodoviário.

Participaram da entrevista coletiva com o governador o secretário de Transporte e Mobilidade, Valter Casimiro; o diretor de Edificações da Novacap, Francisco Ramos; o secretário de Obras e Infraestrutura, Izídio Santos; o diretor-geral do DFTrans, Josias Seabra; e o diretor-geral do Detran-DF, Valmir Lemos.

Mudanças

Viaturas do Detran serão posicionadas próximas aos trechos de interdição para dar suporte e orientação aos motoristas que passarem pelo local. Painéis luminosos informando os condutores também serão instalados.

Para atender os usuários de ônibus que desciam na pista da plataforma superior entre o Conjunto Nacional e o Conic, uma parada provisória será instalada no paredão que fica ao lado do Buraco do Tatu. No sentido contrário, um novo ponto de embarque e desembarque de passageiros será estudado até esta quinta-feira (27) para atender ônibus que acessavam a plataforma na via, sentido Sul-Norte.

No trecho de circulação provisória, os ônibus e caminhões que vierem pelo Eixo W Norte deverão entrar no acesso ao Eixão Norte, contornar a rodoviária pela alça oeste, retomar o acesso ao Eixão Sul (lateral ao Buraco do Tatu) e, enfim, prosseguir no Eixo W Sul. No sentido contrário, a circulação de caminhões será semelhante: entram no último acesso do Eixo L Sul ao Eixão Sul, contornam a rodoviária pela alça leste, retomam o fluxo na lateral do Eixão Norte e prosseguem pelo Eixo L Norte. O tráfego de caminhões pelo Eixão, tanto Norte quanto Sul, fica proibido.

Licitação

O Executivo aguarda agora uma aprovação do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) para alterar o modo de licitação das obras – de normal para emergencial. A expectativa é de que isso ocorra até a próxima segunda-feira (1/7) e, assim, as obras sejam iniciadas o mais rápido possível.

O custo previsto de toda obra é de R$ 6 milhões. Como esse gasto não estava previsto, recursos terão de ser realocados de outras fontes orçamentárias do GDF, de acordo com estudos elaborados pela Secretaria de Fazenda, Planejamento, Orçamento e Gestão.

A Novacap continuará o trabalho de monitoramento das vigas de sustentação da plataforma. A empresa também será responsável pelas obras de reparo.

Em um primeiro momento, um escoramento metálico na parte superior dos pilares será implantado. A partir daí começará o trabalho de recuperação da estrutura, tratando as fissuras com um material químico utilizado nesse tipo de obra. Ligas de fibras de carbono – material mais moderno e eficaz que o aço – serão utilizadas na recuperação do terminal.

Agência Brasília

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