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Instagram: jovem repercute após depoimento sobre acessibilidade

Foto: Reprodução /Instagram

Mariane Neiva precisou ser submetida a uma cirurgia nas duas pernas e passou a andar de cadeira de rodas


As cidades brasileiras são acessíveis? Até que ponto as condições das calçadas e ruas permitem a mobilidade de pessoas com algum tipo de deficiência? O desabafo da estudante Mariane Neiva chamou a atenção dos internautas.

Em um post no Instagram, Marianne conta o que viveu indo ao shopping no centro de Campo Grande (MS). Ela precisou operar as duas pernas para corrigir um osso que cresceu a mais. Por conta da intervenção, teve que ficar seis semanas com as duas pernas engessadas e passou a andar de cadeira de rodas. Desse período, já se passaram cinco semanas.

“Minha situação é temporária, mas a de muita gente não é. Cadeirantes trabalham, saem às compras, passeiam, andam de transporte coletivo e atravessam ruas diariamente.”

Post de Marianne chamou atenção nas redes sociais. Foto: Instagram/Reprodução

E foi a primeira vez que Mariane saiu ao centro da cidade nessas condições. “Meu Senhor, que dificuldade!”, desabafou a jovem nas redes sociais. Ela foi a um shopping na localidade. No comércio, Mariane relata não ter enfrentado dificuldades, pois lá havia elevadores e piso liso. O problema estava nas ruas.

“As ruas [estavam] meio esburacadas. Nem sempre quando a calçada tinha o rebaixamento, ele estava bom. Às vezes, era íngreme demais, difícil para a roda, e, às vezes, a base estava quebrada”, disse, em entrevista ao BSB Mobi.

A mulher ressalta que uma das ruas da região passava por obras e que a acessibilidade estava em implantação no local. Porém, apenas aquela rua. “Deveria haver uma norma da prefeitura para regularizar locais públicos pra ter acessibilidade. Não é tao complicado construir uma rampa de acesso”, sugere.

Marianne afirma ainda que, antes de viver essa experiência relatada nas suas redes sociais, não pensava muito na questão acessibilidade. Agora, o ponto de vista é outro.

“Acessibilidade é algo para ser pensado como um todo. Tem elevadores para que um cadeirante pegue ônibus, mas ele não consegue andar pelas ruas e nem entrar nas lojas. Isso deve ser levado em conta”, pontua.

Higor Viana

Jornalista formado desde 2017, atua como repórter e assessor de imprensa. Editor-chefe do site Bsb Mobi.

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